O Símbolo Perdido
Finalmente tive a chance de ler o novo livro de Dan Brown, o Símbolo Perdido. Apesar da ordem das publicações aqui no Brasil, esse é o primeiro livro dele após o sucesso do Código Da Vinci. E parece que isso pesou.
Dessa vez, o grande segredo do livro não tem o mesmo impacto de (estou supondo que você já saiba da história do Código Da Vinci, caso contrário, não continue lendo) Cristo ter tido uma filha. Não importa se você acredita nisso ou não, nem se você acredita que Cristo era o Messias ou não. É fato que se uma história dessas viesse a público, causaria um grande impacto na Igreja Católica. A partir disso, a história pode se desenrolar, independente da lógica em questão.
Neste novo livro, assim como Robert Langdon não crê no impacto que o segredo poderia causar, o leitor também fica cético. Além disso, Paris é bem mais interessante do que Washington, D.C.
Para dar uma reforçada, outro fator de risco foi acrescentado (que no Brasil não causaria muito impacto), mas nada comparado à obra anterior.
Talvez o grande erro tenha sido justamente esse, tentar criar um novo Grande Mistério, ao invés de criar uma história como em Anjos e Demônios que, apesar de não ter nenhum grande segredo, tem todo o resto do cardápio de Brown: Conspiração, irmandades secretas, etc. Apesar disso tudo, a leitura continua fácil, os personagens são relativamente interessantes e a trama se desenrola bem.
Mas não espere um novo Código da Vinci.