13 Dezembro 2011


Assassin's Creed Revelations - Analise

O capítulo final da saga de Ezio Auditore (AC 2 e Brotherhood) e Altaïr Ibn-La'Ahad (AC 1) chegou com poucas diferenças do jogo anterior. Tanto no Single quanto no Multiplayer, pequenas diferenças podem mudar a experiência do jogo.

SinglePlayer

Não vou falar muito sobre a história, para evitar spoilers, mas ela é mais fraca que nos 2 jogos anteriores, apesar de ter uma conclusão emocionante para os fãs dos 2 heróis (O Desmond deve ser o único personagem a continuar no próximo jogo). De qualquer forma, é um final para a história de ambos que muitos jogadores queriam ver.

Quanto à jogabilidade, saíram os cavalos e entraram as ziplines e bombas, muitas bombas. As primeiras, são cordas espalhadas pelo mapa, onde você pode deslizar e ir mais rápido de um ponto a outro. Na teoria é ótimo, mas na prática elas quase nunca estão no lugar que você precisa. As bombas até são interessantes, mas parece ter sido dada mais importância do que merecia. No final, você usa a tradicional de fumaça e uma ou outra para atrair guardas para algum local.

A Defesa do Mediterrâneo foi um upgrade das missões onde você manda seus Assassinos ganharem experiência. Agora, você pode lutar pelo controle da cidade, ganhando recompensas em dinheiro ou igredientes (para bombas). Foi um bom acréscimo, mas com o tempo se torna chato ter de administrar todas as cidades a cada 20 minutos. De qualquer forma, poder deixar alguns assassinos fixos nessas cidades (parece que no final, você pode ter pouco mais de 70 deles) para não ter de mandar os da sua cidade nas missões.

E alguém na Ubbisoft deve ter achado uma boa ideia incluir um Tower defense no jogo. Achou errado. Suas torres sendo atacadas por Templários se o seu grau de procurado (que agora cresce a cada loja comprada) foi uma péssima ideia, só diminuída pelo fato de você poder colocar um dos seus Assassinos nela e, caso ele esteja no nível máximo (15), bloquear ataques. Dessa forma, consegui passar o jogo todo sem precisar jogar Tower Defense (que já se esgotou nos Flash Games) nenhuma vez, além da fase obrigatória da Campanha.

Dentro do jogo em si, algumas fases saem do tradicional formato ajudando o jogo a ter maior variedade, e a fase dos barcos (que apareceu em algum trailer), é quase épica. Na fase onde você sai da sua cidade, também há uma mudança interessante na dinâmica.

As esperadas fases onde você volta a controlar o Altair valem mais pela história, já que são um pouco burocráticas. Você faz apenas o que é indicado pelo jogo, não podendo fugir muito daquilo, e as fases onde você joga com o Desmond, vão agradar quem gosta de jogos no estilo de Portal.

No final, para quem é fã da série o jogo vale a pena, mas ainda não foi dessa vez que chegaram no nível do segundo jogo.

MultiPlayer

Lembra de todos os bugs e problemas do Brotherhood? Pois é, eles continuam lá, com alguns novos. Porém, o acréscimo de novos modos e armas, mudaram bastante a experiência do Multiplayer.

A melhor delas foi o modo DeadMatch. Com poucos telhados e espaço para correr, somado ao fato de terem invertido o seu perfil de perseguição (agora começa no discreto, e com o tempo chega a incógnito) os jogadores que pensam que isso é MW ou BF ficam em desvantagem. Porém, essa mudança de perfil acabou com o modo Assassinato. Há um modo DeadMatch Simples, onde ninguém tem armas nem vantagens, que é interessante para testar as habilidades reais dos jogadores, mas nunca tem muita gente jogando.

Outro modo é o Roubo de Artefato, que não parece se encaixar bem na proposta do jogo. Em modo de time, é um Capture the Flag, e no modo individual, quase um pega-pega. O último modo novo é o Corrupção, onde um grupo caça o outro, e a cada um que é morto, passa a jogar no time dos caçadores. Assim como o pega-pega, acho que tinha alguma brincadeira infantil desse tipo.

Das armas novas, a que mais gostei foi o Guarda-Costas. Parecido com o antigo Decoy, esse não apenas sai correndo, mas vai até o seu perseguidor e pode dar um stun nele. Você não ganha os pontos por isso, mas pelo fato do Guarda-Costas sempre saber quem está atrás de você, já é uma vantagem quando você ouve sussurros por todos os lados (sinal que seu Assassino está próximo).

O que melhoraram bastante no jogo, é que agora é mais fácil travar a mira no seu perseguidor ou alvo, caso ele esteja correndo ou escalando paredes. E lembra como era irritante quando você sabia quem era o seu perseguidor e tentava dar um stun nele mas morria do mesmo jeito? Bom, você continua morrendo, mas ganha 100 pontos de morte honrosa por tentar se defender, além de tirar pontos do seu Assassino.

Se tivessem corrigido os erros, o jogo estaria ótimo, mas os acréscimos foram muito bem vindos. Um detalhe, alguns dos bugs que falo, podem muito bem ser culpa do lag (como você apertar o botão antes, mas ele considerar depois), mas como a UbbiSoft teima em não permitir que você escolha em qual servidor vai jogar, e nem mostrar a latência do que você está, então problemas de lag são bugs mesmo.


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