12 Homens e 1 Sentença
Lembro que uma vez, conversando com um amigo meu, criamos uma tabela para saber se um filme era bom baseado no número de explosões e mortes por minuto. Claro que isso foi depois de uma sessão dupla de Robocop e Duro de Matar.
Na verdade, um grande filme nem precisa de tudo isso. Alguns dos melhores são de produção bem simples, como este 12 Homens e uma Sentença (12 Angry Men, no original). Existem 2 versões, mas prefiro a refilmagem feita para a TV em 1997.
Apesar do original de 1957 ter Henry Fonda no papel principal, a versão para TV conta com um elenco interessante, incluindo aí várias futuras estrelas de Seriados da TV:
William Petersen, de CSI;
Edward James Olmos, de "Battlestar Galactica";
James Gandolfini, de Familia Soprano
E são as estrelas desses seriados, não coadjuvantes. Não esquecendo também da participação de Tony Danza no filme.
Apesar desses nomes, quem assistiu o filme sabe que o show mesmo é proporcionado por 2 atores veteranos: George C. Scott e Jack Lemmon, nos papéis dos 2 jurados antagonistas em suas opniões.
A propósito, a trama do filme todo se passa na sala dos jurados, onde os 12 homens precisam decidir se o réu é culpado de assassinato ou não. Todos parecem bem certos que sim, mas é aí que o filme se torna “grande”, pois o personagem de Jack Lemmon é o único que se opõe à idéia. Não que afirme que acha ele inocente, mas apenas que “não sabe”.
Na única rápida cena do tribunal, a juíza deixa claro que eles precisam decidir que o réu é culpado, sem nenhuma “dúvida razoável”. Ou seja, você precisa considerar que a pessoa é culpada, sem dúvida nenhuma. Qualquer coisa que pareça meio estranha, já seria suficiente para não condená-lo, já que a pena poderia ser a morte.
Assim se desenrola o filme, com o personagem de Jack Lemmon (eles não tem nomes, apenas são o jurado número um, número 5, etc) levantando questões do julgamento, questionando se tudo que foi dito lá era como realmente parecia.
O filme mostra como as pessoas têm idéias pré-concebidas, e como é difícil mudá-las. O personagem de Armin Mueller-Stahl é um dos mais interessantes, pois é o que se baseia puramente na lógica e na razão, e por isso um dos com convicção mais forte.
Outros, tem motivos pessoais, raciais e até não se importam muito, apenas querem ir embora o mais cedo possível. Mas todos os personagens são bem construídos e acrescentam pontos importantes à história.
Poderia contar aqui como o filme acaba, não tiraria o interesse de alguém assistir, mas sem saber é sempre mais legal. O filme tem passado na TV Paga com alguma freqüência (e eu sempre acabo parando para rever), mas quem se interessar pode procurar por aí.